Inclusão na publicidade: Como a prática de ações simples fazem a diferença

 

Você já parou para pensar em como deve ser ruim querer assistir um filme, uma entrevista, um comercial de TV ou qualquer outro conteúdo e não conseguir, porque não entende as falas que estão em outra língua e sem legenda ou não consegue ver as cenas? Pois é, as pessoas com deficiência visual e auditiva se sentem assim, já que a maioria dos conteúdos audiovisuais não são preparados para elas.  

É evidente a importância de adotarmos estratégias de comunicação inclusiva. No entanto, ainda é raro encontrarmos campanhas e ações publicitárias realmente acessíveis para todas as pessoas. 

Tente se lembrar de uma campanha com áudio descrição, ou que possuía janela de sinais. Talvez você tenha tido dificuldade para recordar ou nem se recorde de nenhuma, não é mesmo? Pois é, realmente há poucos exemplos disponíveis. 

Mas, para te dar uma ajudinha preste atenção nas campanhas do governo federal, elas costumam ter a janela de sinais. Agora veja a campanha “Dona Dessa Beleza” da Avon, que foi ao ar em 2016. Ela mostra corpos de diferentes formatos e cores, de pessoas com e sem deficiência, se comunicando formas variadas, assumindo uma postura inclusiva.  

A escassez de exemplos de campanhas inclusivas indica que ainda precisamos percorrer um longo caminho para termos uma publicidade mais inclusiva. As atitudes inclusivas que beneficiam e incluem minorias, mesmo que por modismo, são bem-vindas, mas, mais do que isso é preciso formar equipes de gestão, criação e produção de publicidade que também sejam plurais, para que o discurso sobre inclusão não seja apenas um discurso, mas uma prática, que se inicia dentro das próprias agências. 

Buscando mobilizar o mercado o curso de Publicidade e Propaganda da PUC Minas em Poços de Caldas realizou no final do mês de setembro de 2021, o décimo primeiro E-Com (Encontro de Comunicadores), cujo tema foi comunicação e acessibilidade, em que se pode aprender o que é capacitismo com a Andréa Werner“A potência do afeto na acessibilidade e inclusão” com Cintia  Cupello, Marcos Lima, que é o criador do canal “Histórias de cego”“Qual motivo um profissional da área de comunicação têm para fazer campanhas inclusivas”, com Guilherme Baraalém da presença de Letícia Lins, doutorada e mestre em comunicação que falou sobre a diversidade e inclusão na publicidade, e nossa ex-aluna Priscila Lourindo, que proporcionou um papo sobre transformar crianças em autores com a educação acessível. 

Para se abastecer mais sobre o tema diversidade e inclusão, adicione na sua lista de séries Sex Education, da Netflix, que mostra sem rodeios, sem romantização o personagem Isaac, vivido por George Robinson, que é cadeirante, entre tantos outros personagens incríveis. Vale a pena também seguir no Instagram os palestrantes, a Andréa citou várias pessoas também em sua participação. 

 

E para começar a produzir conteúdo pautado na inclusão o blog da PP trouxe uma dica de ouro para você: o guia para O Guia Para Produções Audiovisuais Acessíveis, criado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual, em que é possível obter informações, e tirar dúvidas, sobre como colocar em prática as técnicas de acessibilidade nas produções audiovisuais. Quando praticamos a inclusão ganhamos em troca novos conhecimentos e quebramos pré-conceitos 

Incluir vai além das palavras, incluir é ter atitudes grandes para grupos pequenos! E para você, a inclusão faz parte do seu cotidiano?  

Você encontra esse guia em PDF gratuitamente na internet, não deixe de conferir e mandar para todo mundo.